31.10.06:
Sobre desfechos.
Escrevo que eu não sei, que não sei mesmo se o seu é um desfecho válido, mas a duvida vã que sequer corrói, o que eu realmente não sei, é se devo dizê-lo da forma honesta, completa, autêntica na intensidade e na forma, como apenas para com os amigos nos permitimos ser. Poderás dizer-me que a vida quase nunca nos reserva desfechos válidos, ou que os desfechos da vida são, ao menos aparentemente, quase sempre inválidos. Mas eu te diria que ela é mais sutil, a vida é habilmente mais sutil, minha amiga. Poderia estender-me com elucubrações, inválidas para agora. Elucubrações sobre como seria outrora, de quando praticávamos essa amizade; mas agora, agora eu me pergunto apenas se não sou eu mesmo o responsável pela falta que você me faz.
por Ziggy Stardust as
19:05
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